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  • Seminário Nossa Senhora das Dores

10º DOMINGO DO TEMPO COMUM


A liturgia deste domingo nos ajuda a compreender a missão de Jesus, mostrando-nos que ele veio para libertar o mundo do mal e do seu poder. Ele, que é mais forte que Satanás, pôde vencê-lo e garantir para nós a verdadeira liberdade, que é uma vida reconciliada com Deus e com os irmãos.

Entretanto, embora Jesus já tenha nos redimido pela sua cruz e ressurreição, a nossa salvação requer abertura e adesão pessoal: se não reconhecemos o seu poder e fechamo-nos a Ele, então pecamos e, assim, nos distanciamos da sua graça. O pecado contra o Espírito Santo é, justamente, não reconhecer o poder que vem de Deus, muitas vezes de forma discreta e sutil. É duvidar da sua ação em nós.

Em tempos difíceis como os que vivemos corremos este risco: não reconhecer que Deus está conosco. Mesmo que não vejamos, mesmo que pareça haver um triunfo da maldade e da confusão, mesmo que um vírus pareça ser forte o suficiente para pôr fim a todas as coisas, a fé nos permite confiar em Deus, esperar nele, reconhecer o seu poder salvador. Poder que não significa colocar fim a uma pandemia de um dia para o outro, mas livrar-nos do mal radical que há em nós: o pecado.

Oxalá permitamos que ele atue em nós nesse tempo de “tribulação momentânea” (cf. 2Cor 4, 17), ensinando-nos a viver no bem, na justiça e no amor e suscitando nos corações a esperança, a ponto de exclamarmos: “Por isso, não desanimamos” (2Cor 4, 16). Oxalá aproveitemos esses dias para voltar os nossos olhares para “as coisas invisíveis”, depositando toda a confiança naquilo que não passa (cf. 2Cor 4, 18). Oxalá convertamos o coração e nos aproximemos cada vez mais de Deus, a fim de que, cotidianamente, renovemos o compromisso batismal de “viver na liberdade dos filhos de Deus, renunciando ao pecado e àquele que é o seu autor e princípio”.


Gabriel Henrique da Silva

Seminarista do II Ano da etapa Configurativa (Teologia)


Arte: 7º Dia da Criação de Macha Chmakoff