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  • Seminário Nossa Senhora das Dores

O Tempo da Quaresma e as Práticas Quaresmais do Jejum, da Penitência e da Oração

A preparação é algo essencial em todos os âmbitos da vida. Para que um atleta consiga a vitória e um excelente desempenho no esporte desejado é necessário que se prepare, treine diariamente e mantenha o foco, senão o bom desempenho que ele tanto almeja não virá. Do mesmo modo, para que se vivencie bem o ritmo do Ano Litúrgico, a Igreja propõe um tempo de preparação para os seus dois momentos fortes: o Ciclo Pascal e o Ciclo do Natal. O Advento é o tempo de preparação para a solene celebração do Natal e a Quaresma, que será mais aprofundada, é o tempo de preparação para a celebração da solene festa da Páscoa, ápice da vida cristã.

O período da Quaresma se inicia na Quarta-Feira de Cinzas e vai até a Missa da Ceia do Senhor na Quinta-Feira Santa. É um tempo propício para que os fiéis busquem ouvir com mais frequência a Palavra de Deus e procurem realizar as práticas quaresmais do jejum, da penitência e da oração. Essas três práticas quaresmais são como que os pilares do Tempo da Quaresma, pois permitem que se vivencie de uma maneira profunda e concreta a espiritualidade de conversão e de mudança de vida própria do tempo, o qual convida o fiel a correção dos vícios que o atrapalham no seguimento de Cristo.

O jejum possui uma forte relação com a caridade. Por isso, esse ato pessoal deve levar a um gesto que beneficie o irmão. Por exemplo, ao final da Quaresma é possível oferecer o dinheiro que foi economizado com tal prática, na compra de alimentos a uma obra de caridade ou mesmo a uma família que esteja passando por necessidades.

A penitência refere-se aos gestos e atitudes exteriores que aproximam o fiel de Deus, por meio de algum ato de mortificação, que faça perceber a finitude do homem diante da absoluta grandeza de Deus. É sempre bom lembrar que ela não deve ter um caráter de castigo, nem ser penosa demais. Assim, ao se propor fazer uma penitência, é importante que o fiel realize algo que ele dê conta de cumprir até o final da Quaresma.

A terceira prática quaresmal da oração é para que cada fiel aprofunde e cultive a sua relação de amizade e intimidade com Deus, o Pai de infinita misericórdia que sempre ama e nunca se esquece de nenhum de seus filhos.

Portanto, com a graça do bom Deus, que o Tempo da Quaresma seja vivido profundamente para que ao seu termino estejamos com as vidas transformadas pela dinâmica das práticas quaresmais. Que sejamos cristãos melhores, que amam a Deus e busquem espalhar a tão desejada paz do reino eterno no mundo presente, e, assim, estejamos bem preparados para celebrarmos dignamente a Páscoa do Senhor.

Adielson Martins - 1º ano de teologia